LIDANDO COM O RACISMO NAS ESCOLAS: Vivências de Adolescentes Negras em Escolas Públicas no Interior de São Paulo
DOI:
https://doi.org/10.5935/1984-9044.2025012Palabras clave:
Racismo, Escolas, Adolescência negraResumen
Neste trabalho, propomos identificar os processos de subjetivação de adolescentes autodeclaradas negras matriculadas em escolas públicas da região periférica e central de uma cidade do interior do Estado de São Paulo. Para isso, foi realizado um estudo qualitativo com ênfase na análise de conteúdo. Primeiramente, elaboramos um levantamento teórico das psicanálises antirracistas. Em seguida, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com duas adolescentes negras. Por fim, consideramos três eixos temáticos para análise dos dados: a) Imagem de si – Ego Ideal; b) Influência dos racismos na imagem de si – Ideal de Ego; c) Resistências aos racismos. Os resultados apontam para uma realidade em que o racismo na idade escolar é marcado pelo silenciamento e apagamento da história do povo negro e da negritude. Tal fato, como demonstrado nas entrevistas, produz processos de subjetivação atravessados pela imposição de um ideal de Ego branco e intangível. Assim, o tornar-se mulher negra, nesse contexto, vem pela dor da epidermização de uma inferioridade que limita o sujeito.