SINTOMATOLOGIA DEPRESSIVA EM PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM NO AMBIENTE HOSPITALAR NO INÍCIO DA PANDEMIA
DOI:
https://doi.org/10.5935/1984-9044.2025013Palavras-chave:
Enfermagem, Depressão, Pandemia de COVID-19, Saúde mental, Trabalho hospitalarResumo
Este estudo teve como objetivo avaliar a presença de sintomas depressivos em profissionais de enfermagem atuantes no ambiente hospitalar no início da pandemia de COVID-19. Considerando a alta propensão dessa categoria a doenças mentais, fatores como carga horária extensa, sobrecarga de trabalho e duplo vínculo empregatício foram analisados. Para a coleta de dados, foram aplicados um questionário sociodemográfico e a Escala Baptista de Depressão (EBADEP-A). A amostra foi composta por 142 profissionais, predominantemente mulheres (94,37%), com média de idade de 32 anos (DP = 9,63). Entre os participantes, 42,2% apresentaram algum nível de depressão: 17,6% com sintomas leves, 20,4% moderados e 4,2% severos. Os resultados indicaram que, comparados a estudos anteriores à pandemia, os níveis de depressão foram significativamente mais elevados. Além disso, atuar em instituições privadas foi associado a um menor risco para o desenvolvimento de sintomas depressivos.